Um vídeo de duas jovens do mesmo sexo se beijando na Escola Dr. José Duarte Filho durante uma apresentação em horário normal de aula na última sexta-feira (22) gerou uma grande polêmica e circulou em diversos grupos de WhatsApp de Uiraúna e região.
O vídeo revoltou alguns país de estudantes daquela escola, pois vários alunos presenciaram o beijo, segundo alguns pais o beijo poderia ser de sexo opostos mais mesmo assim eles iriam ficar revoltado com o fato, pois mandam seus filhos para estudar e não para aprender a beijar.
A mãe de uma das jovens que participou do beijo que tem apenas 16 anos de idade falou na manhã desta terça-feira (26) em uma emissora de rádio da cidade que ficou surpresa com o fato, pois a outra garota que beijou sua filha não estuda nem na escola, e que a direção da escola aceitou uma outra pessoa que não estuda na instituição de ensino vim fazer parte de uma apresentação, a mãe da garota disse que foi apenas informada que iria ter uma apresentação contra o preconceito, a mãe entrou em contato com o conselho tutelar logo após saber do fato.
NOTA DE ESCLARECIMENTO DA DIREÇÃO DA ESCOLA:
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.
“Nelson Mandela”
A Escola Estadual Doutor Jose Duarte Filho vem por meio desta prestar esclarecimento sobre o ocorrido na referida escola durante uma de suas apresentações envolvendo uma aluna e uma ex-aluna no dia 22/09/2017 sexta-feira passada, na qual tinha como objetivo trabalhar o respeito a diversidade do gênero que aborda os diferente tipos de preconceitos sofridos pela comunidade LGBT, a apresentação teve a participação da turma do 1º ano B que está envolvido na articulação do Projeto Pedagógico: “O verdadeiro, o belo e o bom: Essências e valores.”
Não queremos expor e nem incentivar os nossos alunos a prática homossexual, mas promover o respeito a todas as pessoas independente do sexo, raça ou religião para que a sociedade possa promover o respeito e a equidade de direitos.
O ato praticado pelas jovens foi espontâneo, sem o consentimento da professora e da direção da escola. Ato pelo qual a comunidade escolar foi alvo de críticas relacionados a promoção do erotismo e homossexualidade e prática amorosa entre os alunos. A aluna foi advertida pelo referido ocorrido, no entanto a escola permanece alheia ao posicionamento da família, pois não consideramos a intervenção do Conselho Tutelar como a presença dos pais ou responsáveis.
Segundo o artigo 1º da Lei 7.716/1989, discriminar uma pessoa por ser mulher, homossexual ou nordestina, pode virar crime inafiançável. Também ficam proibidas as incitações ao preconceito e as manifestações ofensivas através de meios de comunicação como a internet.
De acordo com a LDB assim como outros materiais fornecidos pelo MEC, a diversidade de gênero tem sido ponto importante nas políticas educativas que visam a formação de uma sociedade livre de preconceito.
De acordo com o autor Igor José Renó Machado, no livro Sociologia Hoje, “As discussões sobre sexualidade e relações de gênero ganharam dimensões políticas importantes, num contexto marcado pela descriminação e pela violência contra mulheres, homossexuais e travestis….”.
A Escola gostaria de deixar claro que antes de fundamentar uma crítica sendo ela construtiva ou não, temos que ter a consciência da realidade dos fatos, de como eles ocorreram ou se articularam. Não lhes resguardando o direito de expor uma informação errônea questionando a idoneidade da escola e dos profissionais envolvidos no processo educacional.
A Escola mantém um diálogo aberto com sua comunidade estando a disposição para demais esclarecimentos.
Da Redação do Uiraúna em Foco.
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